terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dragões de Éter — Caçadores de Bruxas


Eu ainda não terminei a trilogia, mas posso dizer, com todas as palavras, que Dragões de Éter prendeu minha atenção — e me fez trocar um livro pelos três em promoção e interar mais alguma coisa.
Sinopse (Vol.1) — Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer… Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo. [Saiba mais em http://www.raphaeldraccon.com/blog/]
Eu já tinha ouvido falarem muito bem sobre o livro, mas nunca tinha tido curiosidade o bastante para conferir a sinopse. Quando me deparei com isso, a primeira coisa que pensei foi: Outro livro sobre batalhas e reinos? Nah. Mas eu já tinha comprado os três volumes e resolvi que deixá-los de lado não seria uma opção. Quando abri o livro, a primeira coisa que pensei foi: Esse cara é foda. E isso na primeira página. Eu geralmente dou preferência a livros em primeira pessoa, mas Dragões de Éter é diferente. É o tipo de texto onde o autor expõe sua própria opinião sobre o assunto, e os vários lados da situação. O que Raphael Draccon faz explicando o ponto de vista do "lobo mal" é impressionante.
"Primeiro, o assassino. Certo, se você está acompanhando e entendendo a narração pelo ponto de vista humano da narrativa e, por esse prisma, o lobo gigantesco nada mais é que um assassino sanguinário de senhoras solitárias e indefesas. Mas você não pensaria assim se compreendesse os fatos pelo lado animal da história. Pois estamos falando de um lobo faminto carnívoro e de uma humano que resolveu por vontade própria morar sozinha no meio da floresta!" (Dragões de Éter, Vol.1 — Caçadores de Bruxas, pág. 25).
Vou parar por aqui, antes que publique o livro todo. Além de explicar o ponto de vista do lobo, o autor também explica o ponto de vista de Chapéuzinho Vermelho (que na história se chama Ariane Narin), da avó, e do caçador. E ao mesmo tempo expõe sua opinião sobre o assunto! Sim, isso me fascinou.
Não sei se já ouviram falar sobre o assunto principal dos livros; contos de fadas. Mas não simples contos de fadas, Raphael Draccon liga as histórias com perfeita concordância e explica coisas que nunca entendemos quando líamos as versões originais. Nomes? Me diga em quais contos de fadas os personagens tem nomes razoáveis — ou até mesmo nomes. História? No meu ponto de vista, contos de fadas são curtos e sem muito envolvimento. Exemplo: em nenhuma das versões de Chapéuzinho Vermelho, se consegue uma explicação pela avó morar sozinha afastada de tudo e todos. Em João e Maria, fica claro um final feliz, mas nunca foi explicado como as pessoas reagiram ao que as crianças contaram. Ninguém nota isso quando se tem cinco anos de idade — e depois perde-se o interesse —, é verdade. Mas são coisas que têm importância em uma história mais desenvolvida como Dragões de Éter.
O autor encontrou uma maneira de contar histórias de outro jeito, com várias visões "da coisa". É fascinante como ele explica as razões pelas quais os personagens se tornaram lendas. Parabéns, Raphael, por conseguir ligações com contos de fadas que ninguém nunca havia conseguido antes. Espero que tenham gostado (:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Hey there


Por que Três e Cinco? Cara, essa é uma das poucas vezes na vida em que posso explicar alguma coisa que digo/faço. Eu simplesmente olhei pro relógio quando pensei em criar o blog, e eram três e cinco da manhã. Mas não me pergunte o que pretendo postar aqui, só... resolvi criar. Talvez sobre minha vida nem tão legal. Talvez sobre livros e séries de TV. Talvez eu seja alguma aspirante à John Watson e queira ter sucesso por textos aleatórios e contos nem tão reais.